Pós-Rio+20: ao sair da bolha, o trabalho continua, por Sucena Shkrada Resk

29/06/2012 13:06

Alguns dias se passaram após regressar do Rio de Janeiro, no dia 24, onde trabalhei desde o dia 15, na cobertura da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e parte da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental. Levei esse tempo para “assimilar” e resolver escrever algumas das impressões que tive dessa experiência, pois precisava meditar um pouco mais sobre o desenrolar de tudo que passou por lá e sair realmente do “efeito bolha”, que nos para no espaço e tempo e exige que reencontremos o rumo para prosseguir.

E em duas palavras, defino a sensação que mais me toca de tudo isso: o pós Rio+20 requer amadurecimento e seriedade de todos os atores, desde as nações, universo empresarial à, nós, da sociedade civil. Vivemos somente um ensaio. Se saí mais feliz ou infeliz pós Rio+20? Talvez a resposta mais coerente (pelo menos, agora) é de ter constatado que as minhas responsabilidades como cidadã e profissional só aumentaram nesse processo e que o trabalho continua e novos capítulos têm de ser escritos por todos nós.

Para continuar essa reflexão, vou fazer um parênteses, e retornar um pouco no tempo, quando comecei a escrever em 2008 de forma mais dirigida à temática socioambiental, circular na atmosfera dos fóruns sociais mundiais, a partir de 2009, em Belém, estudar a história socioambiental em um lato sensu sobre Meio Ambiente e Sociedade. Somado a isso, a ser facilitadora (como educadora) sobre educação ambiental em sala de aula e a me voltar com mais rigor para o meu papel de cidadã...

Será que comecei a florescer tarde nesse “engajamento”, se assim pode se dizer?...Não sei, acho que cada um tem seu tempo e o meu (como de tantas milhares de pessoas) foi construído desde a infância, adolescência, e com o exercício do jornalismo iniciado em 92, coincidente, no ano da Cúpula da Terra (da qual não participei à época).

E foi com esse repertório formado por uma colcha de retalhos, que escrevi a primeira matéria sobre – O Que Esperar da Rio+20?, no site Planeta Sustentável, em fevereiro do ano passado. De lá para cá, foram tantas outras lá, como em outros veículos (Revistas Fórum, Filosofia, Sociologia, Gerência de Risco, mais recentemente na Página 22, além do Blog Cidadãos do Mundo, até chegar ao exercício da prévia e cobertura, que fiz para o Especial do Site Mercado Ético e para a matéria para a Revista Fórum, que sairá na próxima edição.

No processo de imersão, ainda me dediquei alguns meses a participar do Comitê Paulista da Sociedade Civil para a Rio+20, tentei colaborar com certa regularidade com grupos sobre a Rio+20/Cúpula no Facebook, entre outras iniciativas participativas.

Desde o início desse olhar mais dirigido, nessa ausculta de fontes oficiais e da sociedade civil e observações, a tônica da “ausência” de ambição do que sairia da Rio+20 já se figurava. O histórico das negociações revelava que não haveria acordos vinculantes e caminhava para negociações políticas com caráter voluntário. E a cobrança vinha de todos os lados: será feito o balanço do legado da ECO 92 (Convenções sobre a Mudança do Clima, Diversidade Biológica, da Floresta, Desertificação, Carta do Rio, Agenda 21...)?

Essa sensação de hiato pairava e continuou dessa forma, durante os eventos, nos corredores e pavilhões do Riocentro. A sensação, para mim, em dados momentos, era de estar em uma bolha revestida dos problemas reais do mundo. Um séquito de seguranças por todas as partes (que não impediu que tivesse a minha máquina furtada, capítulo à parte...), sistemas de crachás, protocolos e pessoas de todos os países, idiomas, interesses circulando, pessoas sondando resultados, participando de negociações oficiais, dos chamados side eventos, parando na praça da alimentação – onde eram comercializados produtos do mundo capitalista para todos os bolsos e gostos, desde veganos a calóricos e industrializados.

Observava que quase todo mundo estava vestido de preto (das delegações a seguranças), com exceção de povos indianos, africanos e andinos... De certa forma, essa composição era mais um reflexo interessante desses mundos diferenciados. Ver o colorido chamava a atenção de quem passava por lá e era seguramente objeto da imprensa. Dava “luz” a um ambiente opaco, na sua própria conformação arquitetônica também. A simulação de uma pequena floresta num saguão de entrada e “cartinhas” de crianças que estavam numa parede lembravam que havia essa luminosidade a perseguir.

Não cheguei a ir à plenária dos chefes de Estado e representantes de governos, no Pavilhão 5 (entre 20 e 22), mas via os pronunciamentos pelo telão do Riocentro (pois havia limite para jornalistas no espaço, que disputaram sua vaga, chegando mais cedo numa fila de senha). Uma sensação, muitas vezes, protocolar, o que me incomodava, de certa forma. O que me levava às bases era ter a oportunidade de conversar com representantes de países africanos e, insulares, em alguns momentos, desde o ponto de ônibus aos corredores.

Nas coletivas de imprensa sucessivas cravadas em 30 minutos cada, foi possível obter obviamente muitas informações e ouvir discursos úteis, no sentido da concretude do conteúdo, e outros superficiais. Um termômetro do universo oficial. Entre as diversas falas de especialistas, as que me chamaram a atenção, pela sensibilidade, eloqüência e historicidade, foram de Maurice Strong, Gro Harlem Brundtland e Ignacy Sachs. Não estavam lá para perder tempo. E foram incisivos, quanto à nossa pegada e os limites do planeta.

Talvez, da expectativa sobre o anúncio final do documento
https://www.uncsd2012.org/rio20/thefuturewewant.html o que tenha saído do script prévio das especulações, foi a ausência dos temas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que começarão a ser formatados a partir de 2014, numa espécie de continuidade (mas de caráter global), após os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODMs). Isso apesar de exaustivamente haver a abordagem de temas macro, como água, pobreza, oceanos (quem sabe uma convenção realmente no futuro próximo?), florestas...

Acredito que o Plano de Produção e Consumo, no horizonte de 10 anos, é um dos mais difíceis de implementação e está no centro do modelo de governança da sustentabilidade. Basta olhar as notícias nos últimos dias no Brasil e no mundo, com as decisões dos governos diante da crise, com o mote do crescimento. O espectro desenvolvimentista ainda está muito presente e os discursos evocam novamente o PIB, sendo que no próprio evento, já se estabeleceu que é injusto, e se apontaram outras alternativas, como no Relatório de Riqueza Inclusiva 2012.

Paralelamente, os Programas Energia Sustentável para Todos, de se zerar a fome, de impulsionar o transporte sustentável e a decisão de se fortalecer o Pnuma (que depende da próxima Assembleia da ONU) ficam, de certa forma, numa situação relativizada aos planos nacionais, tema defendido com vigor pelo professor Ignacy Sachs, como também por Ladislau Dowbor, entre outros. Afinal, na instância do sistema com 193 países, nada se concretiza, se não for interiorizado, pelos governos em suas políticas públicas.

Os Diálogos sobre Desenvolvimento Sustentável promovidos sobre 10 temas pelo governo brasileiro somente com representantes da sociedade civil (com contribuições também na plataforma dialogues e de 100 especialistas, além do público convidado), de 16 a 19 de junho, poderiam ter sido um grande avanço, se os “resultados” das 30 propostas que saíram de lá, tivessem algum tipo de interferência no documento final. Entretanto, essa não era a intenção da organização, pois o documento já estava fechado e se pode dizer praticamente imexível.

A determinação dos diplomatas brasileiros era que saísse um documento final, mesmo que postergante em ações, como desde o início da composição do rascunho zero (com a participação do representantes das nações e dos nove Major Groups da sociedade) sinalizava. Ao assumir as rédeas da negociação, isso se tornou imperioso, tendo em vista, que em alguns momentos nos bastidores, houve a possibilidade de não sair nada.

Um dos argumentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e do governo brasileiro (anfitrião)– principalmente no que tange às convenções – é que há os fóruns específicos das conferências das partes...que deixavam muito a desejar. Vide o ponto de interrogação para o pós Protocolo de Kyoto e da ratificação de apenas cinco países, do Protocolo de Nagoya, em 2010, quanto à Biodiversidade.

O mundo fora da bolha
Fiquei hospedada parte no bairro da Glória e outra em Botafogo, em hostels simples, no Centro do Rio e da frente do Hotel Novo Mundo, no Flamengo, pegava o ônibus oficial gratuito para chegar até o local da conferência, no Riocentro. Em outras circunstâncias ônibus urbanos. Poucas vezes, recorri a táxis.

Em cerca de uma hora e vinte (do Flamengo ao Riocentro), via da janela do ônibus toda a dicotomia do planeta na paisagem carioca. De um lado, os morros com suas construções apinhadas, de outro, o Píer Mauá, com contêineres, demonstrando os bastidores da produção e consumo. Observava de longe o teleférico da Comunidade do Alemão, e me remetia a tantas conquistas e necessidade ainda vigentes dessas populações. Na estação de tratamento de esgoto, próximo ao Riocentro, o reflexo da falta de educação ambiental batia à porta...Mais um pouco adiante, nos córregos próximos, havia esgoto a céu aberto, lembrando da importância da infraestrutura, acima de tudo.

Centenas de veículos nas ruas demonstravam que estamos longe do transporte sustentável. Ver nas prateleiras, uma mesma garrafa d´água custar de R$ 0,89 a R$ 4,00, me fez lembrar do mercado especulativo e ganancioso. Todos esses flashes diariamente me chegavam à mente. Quando caminhava para chegar a meus destinos também sentia essa avalanche de contradições.

Por outro lado, a Rio+20 propiciou um movimento mais amplo. Empresários, governantes e terceiro setor também se dividiam no Parque dos Atletas, no Hotel Windsor, no Forte de Copacabana, em outros “espaços-bolhas”. Nesse hall de encontros, considero importante, nessa conjuntura, os caminhos apontados em eventos como C40 (das maiores cidades do mundo), de legisladores, de juristas, de cientistas e de acadêmicos. Eram tantas coisas ocorrendo ao mesmo tempo, difícil de mensurar.

No Parque dos Atletas, onde havia grandes estandes de governos e países, com exemplos de iniciativas do que melhor há em cada um, sem tocar nas mazelas, me deixou um pouco desconfortável. Obviamente, considero importante trazer as soluções, mas certo ar high-tech, pomposo, em determinados locais, talvez, destoasse do próprio foco do evento – que é a governança da sustentabilidade e da chamada economia verde no contexto do combate à pobreza. Uma bancada enorme de frutas expostas, no meio do espaço, servia como vitrine em vez de poder ser consumida pelas pessoas. Enfim, reflexões.

Contexto histórico
Nesse vaivém, quais eram os contextos do ontem e do hoje? Na Eco 92, o mundo saia da Guerra Fria e se desenhava uma nova configuração de atores e os movimentos socioambientais ganhavam um tônus nesse espaço. Esse desenho se formava historicamente, desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, em que “Os limites do Crescimento” (documento criado pelo Clube de Roma), o relatório “Nosso Futuro Comum”, da Comissão Brundtland (1987) e a Conferência de Johannesburgo (2002), entre tantos outros documentos e eventos importantes...Sempre reitero, que o livro “Primavera Silenciosa”, da bióloga Rachel Carson, em 62, foi a voz necessária vinda da sociedade para se abrir um caminho.

Mas ao mesmo tempo ascendiam ao Capitalismo em grande parte do globo e, consequentemente, à métrica do Produto Interno Bruto (PIB), em que o famoso tripé da sustentabilidade sempre foi capenga no quesito ambiental e social e ainda é o calcanhar de Aquiles pós Rio+20. Países ricos, em desenvolvimentos e pobres eram e são o retrato do hoje, que não mudou nesses últimos dias.

No aspecto geopolítico se formou um mosaico de “Gs” – G8, G20, G77, União Europeia...sistemas financiadores (Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, Banco Mundial (BIRD), Fundo Monetário Internacional – FMI e bancos nacionais importantes, como o próprio BNDES, brasileiro, e o asiático). E com um peso determinante, das grandes corporações.

Para completar esse quadro, existe uma crise socioeconômica que se arrasta desde 2008 e ainda está longe de acabar e a reação em várias partes do globo, por meio dos Indignados, da Primavera Árabe, do Ocuppy. Novas guerras civis e a guerra da fome, com os refugiados climáticos, marcam a atualidade, que estava fora dos muros do Riocentro e até do “espaço aberto” do Aterro do Flamengo, de certa forma.

A pobreza, a fome e o desemprego atingiram limites insuportáveis, que relatórios são incapazes de encobrir na ciranda de números expostos, no eventos oficiais e paralelos. Nessa dicotomia, em países emergentes, como o Brasil, se destaca a ampliação da Classe C, como conquista, sem ver todas as conjecturas envolvidas dessa ascensão, quando tratamos dos limites de um planeta, onde vivem mais de 7 bilhões e passará a número superior a 9 bi, em 2050.

De outro lado, o que ficou claro, é que permanecem os polos de antagonismos ainda marcantes entre as minorias, grupos com interesses diversos da sociedade civil, desde povos tradicionais a sindicatos trabalhadores, que num viés em comum apelam pela justiça socioambiental, e os governantes e as corporações. A fala da sociedade se configurou nos apelos e discussões durante a Cúpula dos Povos, que é nascente dos fóruns sociais...

Pude participar e cobrir o Fórum Social Temático, em Porto Alegre, no início deste ano, que deu o pontapé inicial a esse processo, que estava sendo forjado meses antes. O documento final reitera os pilares destacados na ocasião
https://cupuladospovos.org.br/2012/06/declaracao-final-da-cupula-dos-povos-na-rio20-2.

Enfim, como fazer? ainda é a pergunta provocadora que permanece.

Veja mais no Blog Cidadãos do Mundo:
26/06/12 Rio+20 e Cúpula dos Povos em imagens
25/06/12 - Rio+20 &Cúpula dos Povos - momentos intensos de trabalho
14/06/12 - Rio+20: Relatório reforça a necessidade da inclusão no conceito de Economia Verde
14/06/12 - Rio+20/CúpuladosPovos: o presente e futuro que fazemos
07/06/12 - Rumo à Rio+20: o valor oculto da água
07/06/12 - Rumo à Rio +20 - O direito à comunicação
22/05/12 - Nota: #RumoàRioMais20: Obra trata da resiliência & sustentabilidade
22/05/12 - Rumo à Rio+20:Oceano é tema de livro no Dia Internacional da Biodiversidade
20/05/12 - RumoàRioMais20 - Game simula ambiente real de decisões políticas
03/05/12 - Rumo à RioMais20: seca, fome, morte e draft zero
11/04/12 - Site da ONU pretende ser canal de diálogo com a sociedade sobre a Rio+20
22/03/12 - Nota: EIMA8 lança informe rumo à Rio+20
22/03/12 - Campanha A Água e a Segurança Alimentar
22/03/12 - Sustentabilidade: Gro Brundtland no Brasil
13/03/12 - #RioMais20: Reflexão: Como entender o jogo do tabuleiro?
13/03/12 - Nota: expectativas oficiais sobre a Rio+20
11/03/12 - Nota: como participar do processo da Cúpula dos Povos?
10/03/12 - Refugiados climáticos: do alerta ao fato
04/03/12 - Pensata - Rio+20: agora é a vez do como
02/03/12 - A importância da discussão da água na Rio+20
Entre outras, desde 05/12/10.

 

Pesquisar no site

Blog

22/03/2012 22:12

Nota: EIMA8 lança informe rumo à Rio+20, por Sucena Shkrada Resk

No último dia 15, ocorreu o lançamento do Informe Eima8, do Encontro Iberoamericano sobre Desenvolvimento Sustentável, realizado pela Fundación CONAMA e parceiros, em outubro passado, em São Paulo. A íntegra do documento, que discute ações e desafios rumo à RioMais20, nos eixos da economia verde,...
22/03/2012 21:42

Campanha A Água e a Segurança Alimentar, por Sucena Shkrada Resk

Hoje, data em que se comemora o Dia Mundial da Água 2012, uma das inúmeras iniciativas pelo mundo, é a Campanha "A Água e a Segurança Alimentar", promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O objetivo é incentivar a redução do consumo, o uso racional e...
22/03/2012 21:25

Nota: Amazônia no Google Street View, por Sucena Shkrada Resk

Agora, é possível ver alguns cenários da Amazônia, em boa resolução, na plataforma Google Street View (com visão de 360 graus). A região do rio Negro é um dos destaques no acervo de imagens...Esse projeto foi realizado em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e com o Centro Estadual de...
22/03/2012 21:03

Resíduos sólidos: Projeto mapeia aterros sanitários necessários no país, por Sucena S. Resk

A Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública (ABLP) lançou um projeto técnico, nesta semana, que prevê a implantação no país, de 256 aterros sanitários de grande porte e 192 de pequeno porte, totalizando 448 aterros, a um custo total de cerca de R$ 2 bilhões. A iniciativa visa a...
22/03/2012 20:20

Sustentabilidade: Gro Brundtland no Brasil, por Sucena Shkrada Resk

Gro Brundtland está na Amazônia e participou de entrevista coletiva no 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, que acontece em Manaus, promovido pelo LIDE – Grupo de Líderes Empresariais. A ex-ministra norueguesa, que coordenou o relatório Nosso Futuro Comum , importante documento que começou a...
16/03/2012 21:12

Aziz Ab`Saber: uma mente brilhante, por Sucena Shkrada Resk

Fiquei contente em encontrar em meu arquivo de imagens, a foto que tirei do professor Aziz Ab`Saber, em 30 de abril do ano passado, quando fui conversar com ele, após o espetáculo de Ariano Suassuna, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Sentado na primeira fileira, com a voz mansa e demonstrando a...
13/03/2012 11:39

#RioMais20: Reflexão: Como entender o jogo do tabuleiro?, por Sucena Shkrada Resk

Como que a sociedade civil não-organizada pode entender o "jogo de tabuleiro" da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (#RioMais20) e da #CúpuladosPovos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental? Não há receita de bolo para isso, mas é necessário que compreendendamos quais...
13/03/2012 08:16

Nota: expectativas oficiais sobre a Rio+20, por Sucena Shkrada Resk

#Rumo_à_Rio+20 - A agenda da reunião de negociações dos países continua...(19 a 27/03 - 23/4 a 04/05 - 13/06 a 15/06), antes da rodada oficial. Segundo Sha Zukang, secretário-Geral da Conferência, a expectativa é de que governos, empresas e outras partes interessadas registrem mais de 1.000...
12/03/2012 21:09

Nota: Os vazios deixados por Fukushima, por Sucena Shkrada Resk

#Fukushima_um_ano - O desafio de se preencher vazios. Esse pensamento me passou ao ver as manifestações realizadas no domingo, com relação ao aniversário de um ano do terremoto e tsunami no Japão, que resultaram no desastre nuclear em Fukushima e em 15.853 mortes e estragos em outras cidades. Ainda...
12/03/2012 19:20

Versão em português dá dicas de 50 livros sobre sustentabilidade, por Sucena Shkrada Resk

Como fazer com que a palavra sustentabilidade não caia no descrédito? Quem nunca se questionou, ao menos, uma vez, ao ouvir aos “quatro ventos” o seu uso para os mais diferentes comportamentos e ações, já que se tornou corriqueira, em propagandas, nem sempre, condizentes ao conceito? Para ajudar...
11/03/2012 22:23

P.1- Paulo Nogueira-Neto:história que se funde com o ambientalismo brasileiro, por Sucena S.Resk

Falar sobre Paulo Nogueira-Neto não é uma das tarefas mais fáceis, afinal, é figura-chave para a compreensão da história “viva” do socioambientalismo brasileiro e internacional. Prestes a completar 90 anos, em 18 de abril, esse paulistano continua a contribuir com suas reflexões oriundas de uma...
11/03/2012 12:55

Nota: como participar do processo da Cúpula dos Povos?, por Sucena Shkrada Resk

11/03 - Para facilitar a compreensão, no processo de participação da #Cúpuladospovos , seguem duas maneiras divulgadas pela organização: - Chamada para participação de entidades (atividades autogestionadas) - https://cupuladospovos.org.br/2012/02/como-voce-pretende-participar-da-cupula-dos-povos/ -...
10/03/2012 08:07

Refugiados climáticos: do alerta ao fato, por Sucena Shkrada Resk

O anúncio feito pelo governo insular de Kiribati (arquipélago no Pacífico), em 2010, começa a se concretizar em 2012...Esse é um fato real, poucos meses antes da Rio+20. O líder do governo anunciou que o país deve adquirir 20 km² de terras em Fiji, para poder levar aos poucos a sua população de...
05/03/2012 17:43

Rio+20: Zukang no Brasil e cidadãos na mobilização, por Sucena Shkrada Resk

O principal papel da cidadania é exercê-la, senão se torna figurativa. No contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, o acompanhamento de algumas agendas e documentos também possibilita a construção de argumentos mais sólidos nas bandeiras de lutas. Afinal,...
04/03/2012 12:30

Pensata - Rio+20: agora é a vez do como, por Sucena Shkrada Resk

Com toda a efervescência da Rio+20 e seus contextos...sabemos o que está "errado", já foi feito o diagnóstico. Agora, está mais do que na hora de pular essa etapa e partir para o como fazer diferente e melhor...E poucos tratam disso. Onde encontramos algo sistematizado, desde modelos e boas...
03/03/2012 10:06

Pensata: Comunicação compartilhada, por Sucena Shkrada Resk

#Comunicação_compartilhada é o exercício do desapego...Começa por ideias, reflexões e informações para seguir a ações e mudanças de valores. Mas não basta o ctrl C, ctrl V...mas a intenção, a escolha do tema, a utilidade do mesmo, que está na rede dos porquês, dos 'comos' e para quês...Quando...
03/03/2012 07:09

O desafio de reaprendermos a ser humanos, por Sucena Shkrada Resk

Alguns ensinamentos na vida são para sempre. Nesse repertório adquirido no dia a dia, as palavras de Nélida Céspedes, educadora peruana, presidente do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL), proporciona muitas reflexões: "Precisamos reaprender a ser seres humanos". A frase dita,...
02/03/2012 17:14

A importância da discussão da água na Rio+20, por Sucena Shkrada Resk

Hoje ao ler a matéria 2,7 bilhões de pessoas sofrem com escassez de água, veiculada no Estadão, e acompanhar as discussões que envolvem o VI Fórum Mundial da Água, que acontecerá, em Marselha, entre os dias 12 e 17, reflito o seguinte, no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre...
26/02/2012 18:10

Rio+20: a crise social e os empregos verdes na mira, por Sucena Shkrada Resk

Quanto mais se discute os possíveis caminhos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), o que fica mais claro é o fato de que o diagnóstico já está feito. A questão é tratar de “como” fazer diferente. A crise social global já é reconhecida em números,...
17/02/2012 19:16

Um momento de vivência de educação ambiental em Inhotim, por Sucena Shkrada Resk

O que os estudantes universitários respectivamente nas áreas de Ciências Ambientais e Biológicas, Diego José Rodrigues Pimenta, 20 anos, e Rafael Magalhães Mol, 19, têm em comum? Além de serem amigos, hoje eles atuam como agentes ambientais, que passam por período de estágio de um ano, no Horto...

© 2018 Todos os direitos reservados.

Blog Cidadãos do Mundo-jornalista Sucena Shkrada Resk