Poluição do ar: Qual é o valor de cinco segundos?

05/06/2019 16:48

Por Sucena Shkrada Resk*

A maioria de nós provavelmente nunca pensou quanto valem cinco segundos nos dias de hoje, não é? Valem literalmente uma vida, pois neste curto espaço de tempo morre uma pessoa no mundo em decorrência de doenças associadas à poluição do ar, correspondendo anualmente a 7 milhões de pessoas. Para compreender melhor a gravidade do problema, faça a conta: nove em dez pessoas respiram ar poluído e contaminado no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Portanto, fazemos parte desta estatística. 

Viver principalmente nas regiões metropolitanas apresenta externalidades sobre as quais nem temos noção. Os efeitos do comprometimento do bem-estar chegam à economia: ultrapassam os US $ 5 trilhões (dados 2013). Cerca de 3 bilhões de pessoas, ou seja, 40% da população no planeta,  ainda não têm acesso a combustíveis limpos e tecnologias em suas casas, principal fonte de poluição do ar interior do domicílio.

Poluição é tema transversal

Uma afirmação em documentos da OMS é taxativa: a poluição não tem fronteiras. Mesmo assim, estes alertas fazem parte de um tema ainda depreciado na agenda da política pública, que é a saúde ambiental. Um conteúdo transversal a outras agendas, como transportes, agricultura, indústria e mineração, tratamento de resíduos, ciência e tecnologia e educação, além de meio ambiente e saúde. A ausência de planos e políticas concatenadas entre todas estas áreas resultam nesta ineficácia ainda presente no combate à poluição do ar.

Estes dados reforçam a escolha do tema “Poluição do Ar”, nesta Semana do Meio Ambiente de 2019, feita pela Organização das Nações Unidas (ONU). O alerta é recorrente: este inimigo aparentemente oculto faz parte dos reflexos da nossa própria ação humana em um modelo de desenvolvimento no qual a produção de gases tóxicos à saúde ainda permeia, e muito, as nossas cadeias produtivas e modais de transporte com combustíveis poluentes e/ou catalisadores ineficientes na mobilidade urbana. Reflete consequentemente o nosso modelo de produção e consumo. Respiramos ainda quantidades excessivas de gases tóxicos, como dióxido de nitrogênio (NO2), ozônio troposférico (O3), monóxido de carbono (CO), material particulado (MP), hidrocarbonetos e dióxido de enxofre (SO2), entre outros gases. As suas concentrações são relacionadas a condições metereológicas. Ventos fracos e inversões térmicas (camada de ar quente que se forma sobre a cidade, “aprisionando” o ar e impedindo a dispersão dos poluentes) em baixa altitude exigem alerta.

Principais públicos afetados

As crianças pagam uma conta muito alta, pois são um dos públicos que mais sofrem com efeitos fatais. Em outubro de 2018, o relatório “Air Pollution and Child health”  alerta a respeito, registrando mais de 600 mil mortes anuais. Como esclarece o patologista Paulo Saldiva, um dos maiores especialistas brasileiros nesta área, há efeitos adversos da poluição do ar sobre a saúde humana. Alguns deles se manifestam de forma aguda, ou seja, horas ou dias após a exposição, enquanto outros são evidenciados somente após longos períodos de exposição. São os chamados efeitos crônicos. Trocando em miúdos, uma perfeita bomba-relógio.

As vítimas em potencial, segundo Saldiva, têm abaixo dos 5 e acima dos 65 anos de idade. Já as morbidades são associadas à asma, bronquite crônica, doença aterosclerótica, diabetes mellitus, miocardiopatias e arritmias cardíacas.

No Brasil, no Sistema Único de Saúde (SUS), a demanda de pacientes com problemas associados à poluição atmosférica só cresce. Chegam às unidades básicas de saúde e aos hospitais, pessoas com irritações das mucosas, dos olhos, processos de asmas, doenças pulmonares, cardiovasculares e cânceres. A partir de 2001, foi instituída a Vigilância em Saúde de Populações Expostas à Poluição Atmosférica (Vigiar), pelo Ministério da Saúde, com foco principalmente em prevenção e de atenção integral. Um dos objetivos desta medida é a criação de um instrumento de identificação de municípios de risco. Os levantamentos, entretanto, ainda são ínfimos diante da espacialidade, concentração de pessoas e fontes emissoras.

Frota veicular

Os indícios de que é preciso rever nosso modelo de desenvolvimento começam, por exemplo, quando nos confrontamos com dados a respeito da frota veicular no país. De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), até fevereiro de 2019, o Brasil registrava 54.995.950 só de automóveis e 22.471.809 motocicletas, extra os demais modelos automotivos (caminhões, ônibus etc), e disparadamente o estado de São Paulo se destaca nestas estatísticas, respectivamente com 18.317.839 e 4.662.471. A necessidade de aumentar a frota de transporte coletivo não poluente em todas as cidades do país é algo urgente diante desta realidade.

Como explica o engenheiro químico David Tsai, coordenador de área de emissões do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), uma das principais questões que devem ser avaliadas quanto às emissões de poluentes, são os catalisadores dos automóveis (adotados no país desde 1992), além dos investimentos em energia limpa e renovável. A qualidade e eficiência destes equipamentos devem ser permanentemente fiscalizadas. Ele ainda explica a importância de haver a manutenção e ampliação do monitoramento da qualidade do ar no país como instrumento de políticas públicas mais eficazes.

Monitoramento da qualidade do ar

Atualmente há 284 estações sob gestão pública somente em nove estados (Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal), como destaca a Plataforma Qualidade do Ar, sistematizada pelo IEMA. Nela, é possível observar o déficit de investimento dos estados neste segmento. Somente os de São Paulo e do Rio de Janeiro mantêm aproximadamente 75% das estações de monitoramento no país e 50% delas estão nas regiões metropolitanas. O Norte do país é desassistido e na região Centro-Oeste e no Nordeste há um número irrisório de cobertura. “Há maior dificuldade de controle de concentrações sobre o material particulado fino (MP2,5) e o ozônio”, diz.

Mais um aspecto estratégico discutido hoje em dia é quanto à manutenção e melhoria da atuação do Programa de Controle de Poluição de Ar por Veículos Automotores (Proconve), criado por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

Em 2016, houve uma avaliação dos Impactos e Econômicos dos Benefícios Socioambientais do Proconve, lançado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). No relatório, há um dado que chama a atenção. Um estudo realizado pelo Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP e a consultoria Environmentality, entre 1996 e 2005, o número de mortes evitadas pelo Proconve em seis capitais brasileiras foi estimado em 50.000. Isso representaria a economia aproximada de US$ 4,5 bilhões de gastos com saúde pública.

No levantamento, foi apurado que na região metropolitana de São Paulo, o programa teria evitado 3,41% das mortes de adultos acima de 25 anos por doenças cardiovasculares, 3,39% por problemas respiratórios e 5,41% por câncer de pulmão. Ao mesmo tempo, é avaliado que ainda muito a melhorar, pois se calcula que nove pessoas morrem por dia devido à poluição em São Paulo. As concentrações de material particulado ainda são duas vezes mais altas do que o recomendado pela OMS. Vale lembrar que o mesmo tem como principais fontes: veículos automotores, processos industriais, queima de biomassa e ressuspensão de poeira do solo.

Partículas finas

Segundo a OMS, as partículas inaláveis finas (MP2,5), em concentrações excessivas, que podem atingir os alvéolos pulmonares, afetam 91% das pessoas que  vivem em cidades no mundo.

A poluição do ar doméstica é mais um problema desprezado nas políticas públicas e chega a representar o quarto risco global para a saúde, responsável por 4,3 milhões de mortes anualmente. A pesquisadora Adriana Gioda, em seu artigo “Comparação dos Níveis de Poluentes Emitidos pelos Diferentes Combustíveis Utilizados para Cocção e sua Influência no Aquecimento Global”, publicado na Química Nova 41, traz mais uma informação relevante. No Brasil, cerca de 10 milhões de domicílios ainda fazem uso de lenha, de acordo com o levantamento. Em 2010, na América Latina e Caribe, foi estimada a ocorrência de 70.000 mortes prematuras relacionadas à exposição interna ao MP2,5 devido ao uso de combustíveis sólidos na cocção. Ela alerta: as partículas finas são as mais diretamente associadas a mortes e doenças.

Quem não viu algum dia aquela imagem emblemática de pessoas com máscaras, em Pequim, para se proteger da poluição atmosférica na China? Um cenário triste e que revela os extremos. O problema em questão, no Brasil e no mundo, é ainda maior, porque milhares de pessoas sequer têm a chance de usá-las, visto que muitas vidas já estão sendo abreviadas por causa da falta da impulsão, de fato, à energia limpa e renovável; a hábitos mais saudáveis e não poluentes de mobilidade urbana, como andar de bicicleta, exercitar a carona solidária, usar transporte público não poluente. Tudo isso associado ao combate à pobreza, que pesa de forma incontestável sobre a maior parte das vítimas, e investimento em Pesquisa & Ciência.

Saiba mais - Lista dos principais poluentes atmosféricos:

Aldeídos (RCHO)
Dióxido de Enxofre (SO2)
Dióxido de Nitrogênio (NO2)
Hidrocarbonetos (HC)
Material Particulado (MP)
Monóxido de Carbono (CO)
Ozônio (O3)
Poluentes Climáticos de Vida Curta (PCVC)

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

*Sucena Shkrada Resk - jornalista, formada há 27 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

Veja mais à respeito do tema poluição no Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk:

23/02/2014 – Poluição no Gigante Asiático prejudica população local e extrapola fronteiras
01/05/2013 - Qualidade do ar: será que ainda há tempo?
16/01/2013 - Foto-legenda: Pulmão verde urbano
24/10/2012 – Frota veicular deve aumentar, mas a nossa qualidade de vida?
27/08/2012 - No contexto das nove fronteiras
27/09/2011 - Quem quer fazer parte da estatística fatal provocada pela poluição?
22/06/2011 - A lei de ação e reação à atividade antrópica
11/06/2011 - Reflexões: o que pensar depois do C-40
22/05/2011 -TEDx Mata Atlântica (parte 4): editora relata a importância do jornalismo local
15/04/2011 - Poluição - Por outro lado, são mais de 7 milhões de chances para tudo mudar
30/01/2010 - Esp.FSM 2010 - Como a população se integra à política pública
04/10/2009 - Poluição: a importância da pesquisa
16/08/2009 - Saúde Ambiental: A poluição que nos consome
18/03/2009 - Ilhas urbanas

Pesquisar no site

Blog

29/11/2015 13:04

Crônicas de uma urbanóide na vida rural: superando os medos e mitos sobre uma caranguejeira

Por Sucena Shkrada Resk Já era noite e estava dentro de casa, no quarto, quando vi próximo ao guarda-roupa uma enorme aranha –caranguejeira. Até então, só tinha visto em alguns locais externos, em viagens, mas não tão pertinho, nesta experiência de quase um ano vivendo em uma cidade com perfil...
05/11/2015 03:55

PEC 215: a quem interessa sua aprovação?

Por Sucena Shkrada Resk Compreender as motivações da política partidária não é uma tarefa fácil para qualquer um de nós, cidadãos comuns, que não vivenciamos regularmente os bastidores.. Entretanto, alguns temas em pauta no Congresso chamam a atenção. E um deles é a recente aprovação feita por uma...
01/11/2015 14:23

Mudanças climáticas: a COP21 das utopias

Por Sucena Shkrada Resk O que seria de nós, seres humanos, sem a possibilidade de desenvolver o pensamento utópico? Hoje resolvi narrar o meu discurso com esse princípio sobre a condução do combate ao aceleramento das mudanças climáticas e do aquecimento global, em que o palco das discussões é a...
20/09/2015 22:15

Amazônia: um lamento dos sem-árvore

Por Sucena Shkrada Resk Onde estão os anus-pretos, que faziam as travessias aéreas sobre as estradas de terras e a vegetação?  E os casais de araras-vermelhas que passeavam sob o céu azul, seguindo a caminho da floresta com suas árvores e copas densas? Agora, nem flagrar um tatu está sendo...
30/08/2015 15:34

Rumo à COP21: o desmatamento na Amazônia continua a ser um desafio

  Por Sucena Shkrada Resk Dados recentes divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) apontam que houve um aumento de 63% no desmatamento na Amazônia Legal, no período de agosto a julho (2014-2015), com 3.322 km2 comparativamente ao mesmo período entre 2013-2014, com...
19/08/2015 11:16

Sim, todos nós precisamos das abelhas...

Por Sucena Shkrada Resk Onde estão as abelhas, os principais polinizadores do planeta? Quantas vezes temos ouvido esta pergunta nos últimos anos se acentuando cada vez mais, desde os anos 90? O desaparecimento ocorre gradativamente por causa da intervenção humana, isso já é uma constatação. Mas o...
31/07/2015 12:48

Marcelo Munduruku: quando a natureza e o ser humano traduzem uma única essência

O Projeto Vozes dos Biomas – jornalista Sucena Shkrada Resk tem como terceiro entrevistado, Marcelo Munduruku, de Juara, MT, do bioma amazônico. Confira a entrevista que fiz no último dia 16, no...
19/07/2015 14:15

Extrativismo sustentável, dobradinha que inclui conservação e geração de renda

Por Sucena Shkrada Resk Autonomia e empoderamento. Dobradinha poderosa e indispensável. Quando nos deparamos com boas práticas, que envolvem a agricultura familiar, vale a pena compartilhar estas experiências. Lidar com a terra, além de sensibilidade tem muito de matemática. Quem só retira e não...
12/07/2015 12:57

Chapada dos Guimarães: uma aula prática de Cerrado

Texto e fotos: Sucena Shkrada Resk Para qualquer lado que se olhe, o Cerrado é um bioma que revela cenários diferenciados, no Centro-Oeste brasileiro. A região da Chapada dos Guimarães, a cerca de 60 km de Cuiabá, Mato Grosso, é um dos locais mais especiais desse pedaço do Brasil, também...
05/07/2015 13:49

Resíduos sólidos: prorrogar lixões revela um Brasil atrasado

Por Sucena Shkrada Resk A discussão sobre a gestão dos resíduos sólidos no Brasil revela a fragilidade que vivemos em nosso país. A Política Nacional (Lei  12305, de 2010), que veio com um arcabouço importante, foi perdendo força com o passar do tempo, em vários aspectos, por causa da...
21/06/2015 17:01

Marco da biodiversidade: muito além do papel

Por Sucena Shkrada Resk Os processos de conquista de direitos socioambientais no Brasil são árduos, porque por muitas vezes, ficam circunscritos a belas palavras dispostas no papel, que não se traduzem em regulamentação e prática.  O recente Marco da Biodiversidade brasileiro (Lei 13.123),...
23/04/2015 12:18

Parque Nacional da Serra da Capivara (PI): um patrimônio mundial a céu aberto

Texto e fotos: Sucena Shkrada Resk Um ano de maturação até conseguir conhecer o Parque Nacional da Serra da Capivara (PI), a Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) e a Cerâmica da Serra da Capivara, em novembro de 2014. Foi praticamente um período de gestação, que gerou alguns "filhos"...
04/04/2015 20:18

Um dia no “Velho Chico”

Crédito das fotos: Sucena Shkrada Resk Por Sucena Shkrada Resk “Descoberta e sensação de pertencimento”. Essas talvez sejam as palavras certas para definir o que me acompanhou há alguns meses, em uma viagem ao Nordeste, quando parti para a navegação fluvial no “Velho Chico”. Até hoje, essa...
18/02/2015 12:50

Ana das Carrancas, uma personagem ligada ao "Velho Chico"

Fotos: Sucena Shkrada Resk Por Sucena Shkrada Resk  A ‘dama de barro’. Assim era conhecida Ana das Carrancas, que se tornou uma personagem cultural reconhecida em Pernambuco e no Brasil, por seus trabalhos moldados no barro às margens do rio São Francisco, na região de Petrolina. A artista...
08/02/2015 12:01

Castanheira viva, um sinal da floresta em pé

crédito das fotos: Sucena Shkrada Resk   Por Sucena Shkrada Resk Mais que sombra, mais que frutos, a castanheira viva é símbolo da floresta em pé no bioma amazônico. Alta, soberana, se destaca na paisagem, mas depende de seus pares nativos de outras espécies para ficar vigorosa. Pode atingir...
26/01/2015 13:06

As perguntas encontram sentido nas coisas aparentemente miúdas

Por Sucena Shkrada ReskUm dia estava eu na atmosfera paulista da mata atlântica, vivendo um cotidiano entre São Caetano do Sul e São Paulo, e no outro já estava fincando os pés em Alta Floresta e depois, em Cotriguaçu, na Amazônia matogrossense. Um mero deslocamento geográfico e de bioma? Não,...
10/01/2015 15:18

Nivaldo, o artesão: uma história enraizada na Serra da Capivara (PI)

O oleiro e artesão Nivaldo Coelho de Oliveira é o segundo personagem entrevistados pelo Projeto Vozes dos Biomas - jornalista Sucena Shkrada Resk, na Serra da Capivara   Bioma Caatinga Entrevistado (2): artesão Nivaldo Coelho de Oliveira, 82 anos, da Cerâmica Serra da Capivara obs: auxiliou a...
08/01/2015 09:42

Vozes dos Biomas: início de um ideal jornalístico

Por Sucena Shkrada Resk  #Vozesdosbiomas - #Jornalismoambiental   Estou divulgando hoje uma iniciativa de jornalismo audiovisual socioambiental que estou gestando há quase dois anos: Projeto Vozes dos Biomas -  jornalista Sucena Shkrada Resk, e dei início neste mês. Como o...
03/01/2015 13:42

Mafalda, a COP20, o estado do mundo e do Brasil

Exposição "O Mundo segundo Mafalda", em cartaz gratuitamente na Praça das Artes, em São Paulo. (Crédito das fotos: Sucena Shkrada Resk) Por Sucena Shkrada Resk A eterna Mafalda completou meio século e continua sagaz como sempre. A personagem carismática criada pelo cartunista argentino Quino tem...
14/12/2014 22:00

Paranapiacaba: um manancial estratégico na Mata Atlântica

Em Parque Natural Municipal ficam nascentes do rio Grande, principal formador da represa Billings Por Sucena Shkrada Resk(texto e fotos) A água brota da terra, de forma quase imperceptível e continuamente. É preciso fixar os olhos para perceber esse delicado processo natural. Na superfície, mais...

© 2018 Todos os direitos reservados.

Blog Cidadãos do Mundo-jornalista Sucena Shkrada Resk