Parte 6: o impacto na saúde mental em tempos de pandemia da Covid-19

22/05/2020 13:56

Por Sucena Shkrada Resk*

OMS lança documento em maio e iniciativas se multiplicam no Brasil

No conjunto de complexidades a respeito dos impactos da pandemia da Covid-19, a saúde mental ganha projeção em recentes pesquisas, e os comprometimentos são avaliados como “extremamente preocupantes”, segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). Constatação exige aumento de serviços de retaguarda nesta área em todo o planeta e relatório da organização lançado, neste mês de maio, trata justamente de propostas de políticas públicas sobre saúde mental aos governos, em vista deste quadro.

A combinação de solidão e isolamento e distanciamento social, com receio de contágio e de contagiar alguém, e de ter perdas reais ou hipotéticas de entes e amigos e da própria vida, como também do emprego e do meio de subsistência próprio e da família, funciona como uma combustão nesta desestabilização. O resultado é o aumento de casos de depressão e ansiedade em diferentes grupos sociais e, inclusive, suicídios.

São profissionais da saúde e de outras áreas da linha de frente do enfrentamento à doença, mulheres (principalmente arrimos de família), idosos, pessoas desempregadas, como também estudantes e grupos de imunodeprimidos. Qualquer pessoa está sujeita a passar por esta situação. Entre os efeitos no hoje está um receio ainda maior que paira – como será o amanhã em meio a tantas incertezas.

Um dado importante é que este assunto já é de interesse médico, bem antes da pandemia. Mais recentemente, em 2019, Damir Huremovic, médico norte-americano, edita o livro Psychiatry of Pandemics, aborda esta questão, em artigos de diferentes especialistas, unindo a medicina psicossomática e psiquiatria no contexto de um surto de doença infecciosa, observando os desafios apresentados pelas mudanças climáticas e pelas infecções emergentes. Contextualiza as crises durante a gripe espanhola de 1918, a epidemia de HIV, do Ebola e do Zika vírus, entre outros surtos e os possíveis mecanismo de respostas para atender aos pacientes.

Como enfrentar esta dimensão da crise?

Algumas iniciativas são expostas no documento da OMS, como a criação de planos de saúde mental e psicossocial de resposta a setores relevantes, com apoio à criação de ambientes de aprendizagem a crianças e jovens confinados em casa; de ações que respondam proativamente à redução das adversidades relacionadas à pandemia, como aumento da violência doméstica e do empobrecimento agudo da população.

Em mais frentes, apoiar ações comunitárias que reforcem a coesão social e redução da solidão, como atividades que ajudam idosos isolados a permanecerem conectados; investimentos em intervenções de saúde mental, entre elas, o tele-aconselhamento de qualidade garantida para a linha de frente profissionais de saúde e pessoas em casa com depressão e ansiedade.

E já com um olhar para o futuro, estruturar a garantia e ampliação de que a saúde mental faça parte da cobertura universal de saúde, incluindo cuidados com doenças mentais, neurológicas e transtornos por uso de substâncias nos cuidados de saúde de pacotes de benefícios e planos de seguro. Ao mesmo tempo, capacitar recursos humanos para esta área e a de assistência social, entre os trabalhadores da comunidade, para que possam fornecer suporte.

Os desafios já vêm antes da pandemia

Antes da pandemia, as estatísticas a respeito da saúde mental (distúrbios neurológicos e de uso de substâncias, risco de suicídio e deficiências psicossociais e intelectuais associadas) globalmente já são impactantes. A depressão e ansiedade já comprometem US$ 1 trilhão da economia no mundo anualmente; mais de 264 mi pessoas sofrem com a depressão. Os quadros são apresentados principalmente a partir dos 14 anos de idade e e o suicídio é a segunda causa principal de morte em jovens de 15 a 29 anos.

Os alertas não param por aí. Atualmente, entre 76% e 85% das pessoas com problemas de saúde mental, nos países de baixa e média renda, não recebem tratamento para sua condição e há menos de um profissional de saúde mental para cada 10.000 pessoas mundialmente.

Pesquisas e atendimento começam no Brasil

No Brasil, há diferentes iniciativas em andamento. A Fiocruz elaborou uma cartilha de Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19, que expõe algumas recomendações de cuidado psíquico aos cidadãos (ãs). Entre elas, estão:

- Reconhecer e acolher seus receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar; retomar estratégias e ferramentas de cuidado que tenha usado em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;

• Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos que auxiliem a situar o pensamento no momento presente, bem como estimular a retomada de experiências e habilidades usadas em tempos difíceis do passado para gerenciar emoções durante a epidemia);

• Se você estiver trabalhando durante a epidemia, fique atento a suas necessidades básicas, garanta pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos. Evite o isolamento junto a sua rede socioafetiva, mantendo contato, mesmo que virtual, entre outros.

Neste período de quarentena, a organização não governamental Rede de Apoio Psicológico está oferecendo atendimento gratuito e on line a médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, recepcionistas, profissionais da limpeza, que estão na linha de frente. Os profissionais interessados se cadastram na plataforma e os psicólogos e psicólogas se voluntariam ao atendimento.

No último dia 19 de maio, entrou em funcionamento o projeto TelePSI, coordenado pelo Ministério da Saúde e Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A iniciativa de teleconsulta psicológica acontece por meio de uma central de atendimento a profissionais da saúde, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, pelo 0800-6446543.

O Conselho Federal de Psicologia normatizou como deve ocorrer os procedimentos on-line por parte dos profissionais, que devem realizar o cadastro no e-Psi .  Antes de optar por algum atendimento a recomendação é sempre checar se o profissional está cadastrado e as plataformas que estão oferecendo atualmente os serviços on-line gratuitos.

O Coletivo Psicanálise na Praça Roosevelt, de São Paulo, está realizando atendimento on-line, com informações por meio de sua plataforma no Facebook (que já tem lista de espera) . A plataforma Relações Simplificadas é mais um canal de atendimento psicológico à população.

Nesta matéria da Folha de SP, há informações sobre outros coletivos no país. Para residentes no estado de São Paulo, o Portal Psicologia Viva também está disponibilizando serviços gratuitos.

O Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP_USP) está realizando o atendimento on line à comunidade USP. Na Universidade de Campinas (Unicamp) profissionais de saúde mental também se dedicam a pacientes da Covi-19 e familiares.

No estado do Amazonas, a Comissão de Saúde Mental da Universidade Estadual (UEA) do Amazonas oferece serviço psicológico, por chamada telefônica ou de vídeo, entre 9h e 21h, com intervalo para almoço.

O Grupo de Estudos Pesquisas e Ações em Psicologia de Orientação Psicodramática (Grupo Creare), do Ceará, optou por atendimentos gratuitos por videoconferências no WhatsApp, com profissionais do estado até RS.

No Espírito Santo, foi criado o serviço gratuito “Psicologia para Todos”, que atende on-line à comunidade por meio de agendamentos no cel. (27) 99667-3196, como noticiado na Folha de Vitória. Em Santa Catarina, a Universidade do Extremo Sul Catarinense deu início ao Programa Acolher Unesc Covid-19, com agendamento pelo (48) 99644-1887, de segunda a sexta, das 8h às 20h. A Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí, criou o Atendimento Psicológico Emergencial .  

Inclusive, prefeituras, também entraram neste esforço de retaguarda psicológica à população, como a de Arapongas (PR), entre outras. E assim, os esforços se multiplicam pelo país.

Na segunda quinzena de maio, no escopo das pesquisas, começou o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil) que tem o objetivo de avaliar repercussões psiquiátricas e psicológicas decorrentes da pandemia do novo coronavírus no país (entre outros temas) e é dirigida a 15 mil funcionários de seis instituições públicas de ensino superior e pesquisa de diferentes regiões.

Esta avaliação se dará por meio de respostas a questionários virtuais mensais. Até dezembro, deverá ocorrer a avaliação de sintomas depressivos e ansiosos, aumento de estresse e fatores de proteção e risco dessa população, segundo o médico psiquiatra André Russowsky Brunoni, professor associado da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

Ele acrescenta, em entrevista ao Jornal da USP, que os pacientes que solicitarem auxílio psicológico, e apresentarem sintomas graves ou muito graves e piora superior a 50% nas escalas de depressão, serão convidados a passar por até cinco intervenções psicológicas on-line, com duração de 45 minutos, com profissionais de saúde mental experientes no manejo desses sintomas.

Nesta corrida pelo bem-estar da população, estas inúmeras iniciativas demonstram como a saúde mental deve ser prioridade durante e pós-pandemia. 

*Sucena Shkrada Resk - jornalista, formada há 28 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

Veja também no Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk:

29/04/2020 – Parte 5 – Covid-19 e a valorização da pesquisa científica
22/04/2020 – Parte 4 – Em tempos de Covid-19 e mudanças climáticas
07/04/2020 – Parte 3 - A Covid 19 e os desafios de nossos defensores no front de batalha
30/03/2020 – Parte 2: a expiral do novo coronavírus expõe a janela de fragilidade aberta no Antropoceno
23/01/2020 – Saúde Ambiental: estado de alerta mundial para o coronavírus reflete um desequilíbrio ecossistêmico

Pesquisar no site

Blog

18/12/2017 12:27

Ilhas do Pacífico: as lições das crianças das nações insulares na COP 23 – Bula!

Por Sucena Shkrada Resk A Aliança dos Pequenos Estados Insulares (em inglês, Alliance of Small Island States – AOSIS, com 39 países) assumiu, pela primeira vez, um protagonismo na condução da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP 23), em Bonn, Alemanha, ao ter na...
11/12/2017 09:04

#Direitoindígena - Coordenadora na COIAB destaca: Protocolos de consulta de diferentes povos indígenas na Amazônia são instrumentos de luta pelos direitos

Entrevistada da semana - Angela Amankawa Kaxuyana   Por Sucena Shkrada Resk    O protagonismo indígena na defesa dos seus direitos é a pauta desta semana. Na seara do contexto amazônico, a entrevistada é Angela Amankawa Kaxuyana, da TI Kaxuyana Tunayana, do extremo Norte do Pará, que...
27/11/2017 14:40

Médica sanitarista fala sobre o universo da saúde ambiental, com destaque sobre os impactos dos agrotóxicos

Por Sucena Shkrada Resk A entrevistada, desta semana, do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk, é a médica sanitarista Telma de Cassia dos Santos Nery, que trata do tema Saúde Ambiental, com os impactos dos agrotóxicos e da poluição, neste contexto, e também explica o trabalho...
14/11/2017 14:01

Vozes do Direito indígena refletem sobre cenário atual

  Por Sucena Shkrada Resk Compreender os conceitos de bem-viver, de patrimônios imaterial e espiritual, do significado holístico da terra, do ecossistema e do território e do planeta como casa (mãe “pachamama”) e local sagrado, é o grande desafio das visões herméticas dos Estados que ainda se...
02/11/2017 18:15

As mudanças climáticas sob o olhar indígena

Por Sucena Shkrada Resk Subestimar os conhecimentos tradicionais que se perpetuam por gerações é um ato de ignorância que tem se repetido por décadas. No contexto das mudanças climáticas, essa constatação se torna mais evidente, pois a vivência dos povos indígenas e suas relações cosmológicas...
18/10/2017 09:33

Do papel à realidade, existe um “gap” na mitigação (redução de danos) e adaptação aos eventos extremos no Brasil

Por Sucena Shkrada Resk O que dizer sobre o “Velho Chico” agonizando, e pessoas e animais tendo de dividir a pouca água que resta, entre outras centenas de cenas desoladoras por todo país? Imagens que ficam gravadas para sempre. As manchetes sobre eventos extremos e desastres naturais no Brasil,...
16/10/2017 08:42

Ivaporunduva ecoa vozes pelos direitos quilombolas no Brasil

O Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk coletou dois depoimentos, há algumas semanas, em Eldorado, SP, de lideranças do Quilombo Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, em defesa dos direitos adquiridos pelas comunidades em todo o Brasil, com o decreto 4887/2003, que regulamenta a...
11/10/2017 11:35

Arpilleras: a defesa dos direitos tecida com a sensibilidade da arte

Por Sucena Shkrada Resk, no Rio de Janeiro Maria Alacídia, 52 anos, de Altamira, Pará, e Claides Helga Kohwald, 76 anos, do Rio Grande do Sul e que hoje mora no Paraná, vivem a milhares de quilômetros de distância, mas têm suas vidas ligadas por um bordado e por uma “linha histórica” em comum. A...
09/10/2017 17:53

Justiça socioambiental: centenas de vozes ecoam homenagem póstuma à pescadora Nicinha, no Rio de Janeiro

Por Sucena Shkrada Resk, no Rio de Janeiro  A pescadora Nilce de Souza Magalhães, mais conhecida por Nicinha, liderança feminina do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), no estado de Rondônia, defendia os direitos das populações afetadas pelo Complexo Hidrelétrico, no rio Madeira e seus...
25/09/2017 12:22

Gameleira traz um exemplo propositivo de afirmação identitária quilombola

PÍLULAS SOCIOAMBIENTAIS Por Sucena Shkrada Resk O Museu Gídio Veio, da Comunidade de Remanescentes Quilombolas de Gameleira, em São Tomé, no Rio Grande do Norte, é uma prova de que o senso de pertencimento étnico ao território pode ser ‘perpetuado’ por meio de ações proativas, que tragam o resgate...
21/08/2017 16:06

Ser quilombola: um diálogo com a memória ancestral

Por Sucena Shkrada Resk, em Eldorado (SP) - 20/08/2017 “Eu tenho uma memória ancestral que diz quem eu sou”, destaca o quilombola Ronaldo dos Santos, coordenador executivo da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). Essa afirmação nunca foi tão...
01/08/2017 11:40

Mobilização nacional defende comunidades remanescentes quilombolas contra retrocessos em direitos estabelecidos

Por Sucena Shkrada Resk Nos últimos anos, está sendo construído um cenário de retrocessos no campo dos direitos humanos no Brasil, que ferem a Constituição de 1988. Atualmente, uma causa que ganha visibilidade é a das comunidades remanescentes quilombolas. Isso acontece, porque o julgamento...
09/07/2017 18:10

O discurso da invisibilidade no contexto da injustiça socioambiental e no campo

Por Sucena Shkrada Resk Vivemos tempos de invisibilização acentuada de povos e comunidades tradicionais e indígenas promovida pelos modus operandi das políticas de infraestrutura, que ferem os direitos instituídos legalmente, no âmbito nacional e internacional. Algumas das agendas com maior número...
22/01/2017 18:21

O ônus socioambiental da contemporaneidade “Flex”

  Por Sucena Shkrada Resk   Quando dizemos que um indivíduo ou uma nação têm "palavra", o sentido implícito nesta frase implica retidão, ética e relação de confiança. Mas nos deparamos hoje na contemporaneidade com uma fragilidade que reflete um mundo em que leis, direitos instituídos e...
18/12/2016 10:34

Guerra na Síria: o retrato da desumanização no século XXI

Por Sucena Shkrada ReskQuem cura as cicatrizes das feridas profundas das guerras civis que marcam o século XXI, em especial, na Síria? Os acordos geopolíticos demonstram que impera a crueldade imposta pelas polaridades, que armam os lados opostos internos com aparato bélico e financiamento e causam...
12/12/2016 21:38

A legislação socioambiental sob o ataque da artilharia ruralista no Congresso Nacional

Por Sucena Shkrada Resk Agora, querem destruir as regras do licenciamento ambiental O desgaste político brasileiro na agenda socioambiental chega a beirar o surrealismo. Tal qual uma artilharia, com tanque de guerra, a bancada ruralista tem assumido o ataque, por meio de projetos que tramitam no...
05/09/2016 17:41

A longevidade em tempos de mudanças climáticas

Por Sucena Shkrada Resk Caso fôssemos fazer uma enquete para saber se as pessoas querem envelhecer em um planeta com o aumento da temperatura média acima de dois graus Celsius até o final do século com relação à era pré-industrial, muitas talvez não tivessem a noção do que essa pergunta significa....
28/08/2016 16:31

Savanização da Amazônia mato-grossense a olhos nus

Por Sucena Shkrada Resk Mais de 15 mil focos de incêndio/queimadas, neste ano, colocam o Mato Grosso em primeiro do ranking no país atualmente. E boa parte destes registros ocorre no bioma amazônico ao norte e noroeste do estado. Colniza, a pouco mais de mil quilômetros de Cuiabá, é o município que...
26/06/2016 22:35

Mortes de ativistas socioambientais não podem se perder nas estatísticas

Por Sucena Shkrada Resk Muitos nomes em algumas lápides por este Brasil podem ser anônimos para a maioria de nós, mas representam o descaso cada vez maior com a vida de cidadãos e cidadãs, que fazem parte de comunidades indígenas, que pleiteiam a demarcação de terra que se estende em processos...
24/04/2016 14:53

Agrotóxicos – Parte 2: mais um projeto polêmico na Câmara

Por Sucena Shkrada Resk Quando imaginamos que está chegando o momento de bonança, vem mais uma notícia que exige um olhar atento da sociedade quanto à temática dos agrotóxicos e a tentativa de mudança de nomenclatura e regras, que ferem o direito do consumidor. Tramita na Câmara dos Deputados, o...

© 2020 Todos os direitos reservados.

Blog Cidadãos do Mundo-jornalista Sucena Shkrada Resk