Microplásticos: microscópicos e invasivos

12/06/2019 13:05

Por Sucena Shkrada Resk*

Nós comemos e respiramos microplásticos diariamente. Mesmo parecendo absurdo, isto já é comprovado cientificamente e revela os bastidores da relação de produção, consumo e descarte. Apesar de minúsculos e microscópicos, estes fragmentos menores que cinco milímetros são muito mais impactantes do que possamos imaginar, pois são encontrados em abundância no planeta, devido principalmente ao despejo inadvertido de resíduos no meio ambiente terrestre, em água doce e nos oceanos e por não serem também retidos em estações de tratamento de esgoto, devido à sua estrutura fina. Para completar este ciclo de comprometimentos, têm efeitos cumulativos no organismo de seres vivos. Por tudo isso, têm se tornado um dos principais objetos de pesquisas científicas na atualidade. Um dos desafios maiores: saber qual é a dimensão do seu real impacto e mecanimos eficientes de mitigação (redução de danos). 

Relatos científicos a respeito dos microplásticos já datam dos anos 1970 e o termo começou a ser utilizado com frequência, a partir de 2004, como é destacado no artigo “Microplásticos: contaminantes de Preocupação Global no Antropoceno”, de autoria dos especialistas Glaucia P. Olivatto; Renato Carreira; Valdemar Luiz Tornisielo e Cassiana C. Montagner , publicado em dezembro de 2018, na Revista Virtual de Química . O trabalho também tem um levantamento detalhado sobre pesquisas realizadas no Brasil.

Internacionalmente, um dos estudos mais recentes a respeito foi divulgado por pesquisadores da Universidade de Victoria/British Columbia, em 2019, na publicação Environmental Science and Technology.  O dado é, de fato, estarrecedor: nós, seres humanos, chegamos a ingerir de 39 mil a 52 mil partículas de microplásticos anualmente. Este número sobe de forma significativa, se também for considerada a inalação devido à poluição do ar. Neste caso, chega entre 74 mil e 121 mil. O levantamento foi feito em 3.600 amostras, com foco na dieta americana

No ano passado, cientistas da Universidade de Viena haviam alertado também sobre a presença de nove tipos de microplásticos encontrados nos intestinos de oito cidadãos de oito países (Finlândia, Itália, Japão, Holanda, Polônia, Rússia, Reino Unido e Áustria), que ingeriram peixe. Segundo eles, existe o risco de que os componentes possam afetar o trato do gastro intestinal humano e estudos neste sentido já estão sendo feitos no mundo. Mas já é constatado em animais, é que o microplástico pode atingir a corrente sanguínea, o sistema linfático e seguir ao fígado, além de causar danos intestinais e estresse hepático, conforme informou o médico Philipp Schwabl, líder do estudo, à BBC News Brasil, neste ano.

No Brasil, em diferentes pesquisas, já foram encontradas estas partículas em sedimentos arenosos e no estômago de exemplares da fauna marinha no Sul, Sudeste e Nordeste e de rios do Pantanal e da Amazônia, entre outras localidades. Um dos pontos de alerta que estão sendo estudados é quanto à relação com poluentes orgânicos persistentes (POPs).

Mais uma das preocupações quanto ao perigo de toxidade apontado por cientistas é a presença de aditivos químicos. Entre eles, o ftalato, utilizado pela indústria química, que pode ocasionar comprometimento no sistema endócrino, e o polêmico bisfenol-A.

Do que estas partículas diminutas são compostas? A matéria-prima da maior parte dos plásticos é o combustível fóssil. Estamos falando de petróleo, que ao ser refinado, se transforma em nafta, que depois sofre mais um processo industrial para virar eteno. Aí a chamada indústria de segunda geração transforma o eteno em resinas poliméricas e a de terceira geração, conhecida como transformadoras de plástico, molda e confecciona os utensílios. Os microplásticos podem ser primários, quando já são produzidos de forma reduzida para a fabricação de determinados produtos. Neste caso, se chamam “pellets”. E o secundário é originado da fragmentação de artefatos plásticos maiores.

E afinal, onde são encontrados? Em praticamente tudo. Pense e lá está ele: na água que consumimos (incluindo a engarrafada) e em diferentes alimentos, no sal, no açúcar, como no organismo de peixes e outras centenas de espécies marinhas e de água doce, em embalagens plásticas, em certos tipos de tecidos sintéticos, e de itens de higiene, como esfoliantes e pastas de dente, em tintas, pneus e até no glitter que usamos no Carnaval. E um detalhe que deve ser considerado – os plásticos com maior volume se transformam nestas partículas mínimas com o passar do tempo (décadas, séculos), por meio da decomposição.

Segundo a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP-Piracicaba), Glaucia Olivatto, no Reino Unido, por exemplo, já foi proibido o uso de microplásticos em cosméticos. Já no Brasil, está em tramitação no Congresso, o Projeto de Lei (PL 6528/2016), que tem por finalidade proibir a manipulação, fabricação, importação e comercialização, em todo o território nacional, de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria que contenham a adição intencional de microesferas plásticas.

Oceanos e rios de microplásticos

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no ano de 2017, divulgou que nossos mares têm mais de 51 trilhões de partículas de microplásticos, ao mesmo tempo, que lançou à época, a Campanha Clean Seas ou Mares Limpos (de plásticos, em geral), em português. Este número exorbitante supera o de estrelas na galáxia, segundo o comunicado, e havia sido levantado por pesquisadores do Imperial College de London e de outros países, em 2015. Este é um dos problemas que afetam o ecossistema marinho, que levou a Organização das Nações Unidas a instituir a Década Internacional da Oceanografia para o Desenvolvimento Sustentável – a Década dos Oceanos (2021-2030).

A FAO lançou em 2017 o relatório “Microplásticos na Pesca e na Aquicultura”, no qual aponta o alerta para a segurança alimentar. O documento alerta sobre as inúmeras pesquisas que já identificaram estas partículas em peixes nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico e no Mar Mediterrâneo. 

Em 2018, a Feira Internacional para a Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos teve com um dos temas debatidos, o microplástico. O evento reuniu 168 países. Estas iniciativas demonstram a relevância do tema mundialmente.

Exemplos do Brasil

Aqui, no Brasil, mais uma descoberta anunciada recentemente gera apreensão. Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) identificaram que na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro, há uma das maiores quantidades de microplásticos já encontradas no mundo, originadas principalmente de atividades marítimas, desde portos a cruzeiros. Em mais uma baía, desta vez, a de Monterey (ecossistema marinho banhado pela corrente da Califórnia, entre a costa da Colúmbia Britânica, no Canadá, até o litoral do estado mexicano da Baja Califórnia) foram descobertas grandes quantidades dessas partículas. A pesquisa foi feita por cientistas do Instituto de Pesquisas do Aquário da Baía de Monterey, nos EUA, e publicada na Revista Scientific Reports.

Nem as áreas mais remotas da Amazônia brasileira escapam. Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) encontraram microplásticos em diferentes espécies de peixes, como pacus, na região xinguana. Ao todo, foram analisados 172 peixes ao longo de 300 quilômetros. Mais uma etapa da pesquisa acontece agora na região de Belém. Em águas do Pantanal também foram identificados por pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Mudanças de paradigmas

O que é possível avaliar diante de todos estes estudos é que existe a necessidade urgente de investimento em pessoas (capital humano) e tecnologias limpas e sobre os componentes dos microplásticos em relação à saúde ambiental, que impulsionem produtos plásticos biodegradáveis, além de regras mais rígidas no setor e fiscalização pelo poder público.

Valorizar iniciativas como a da estudante gaúcha Juliana Estradioto, 18 anos, que foi a vencedora do Prêmio Jovem Cientista promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), neste ano. Seu projeto é de um plástico para embalagens oriundo da casca do maracujá, que se degrada em 20 dias. A jovem também foi reconhecida internacionalmente por criar uma membrana biodegradável de resíduos da casca de noz de macadâmia, para ser utilizada em curativos ou em embalagens. Ela foi uma foi uma das vencedoras na área de Ciência dos Materiais da International Science and Engineering Fair (Intel Isef), um dos mais respeitados eventos de ciências mundial. 

E acima de tudo, de mudança de hábito de consumo e prática da educação cidadã na nossa sociedade. Os microplásticos não chegam sozinhos a todos esses destinos e, inclusive, ao nosso corpo, não é? Além do descarte, no processo de produção, grande parte do que encontramos por aí, é resultado do próprio descarte realizado pela sociedade.

Há um gap da gestão pública também no tocante à coleta seletiva, que ainda é ínfima na proporção continental do país, estima-se que apenas 1% dos 11 milhões de toneladas de material plástico pós-consumo, de acordo com o relatório “Solucionar a Poluição Plástica – Transparência e Responsabilização, lançado pelo WWF - Brasil. Enquanto a média global é de 9%.

Como diz um trecho da música de Ivan Lins e Vitor Martins – “Depende de nós, quem já foi ou ainda é criança, que acredita ou tem esperança, quem faz tudo pra um mundo melhor...”. Uma pauta que deve começar a ser refletida desde a infância...

*Sucena Shkrada Resk - jornalista, formada há 27 anos, pela PUC-SP, com especializações lato sensu em Meio Ambiente e Sociedade e em Política Internacional, pela FESPSP, e autora do Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk (https://www.cidadaosdomundo.webnode.com), desde 2007, voltado às áreas de cidadania, socioambientalismo e sustentabilidade.

Veja também no Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk:
05/06/2019 - Poluição do ar: qual é o valor de cinco segundos?
20/02/2019 – Tietê permanece adormecido na região metropolitana devido ao mau planejamento urbano
16/01/2019 - Os oceanos apelam todos os dias: plásticos, não!
10/01/2019 – O Quênia e os seus exemplos inspiradores: da resiliência ao socioambientalismo
07/08/2014 – Resíduos sólidos: Portugal acabou com seus lixões e optou pelo modelo consorciado
29/10/2012 – Educomunicação: o caminho das imagens como mobilização socioambiental

Pesquisar no site

Blog

07/04/2020 14:31

Parte 3: A Covid 19 e os desafios de nossos defensores no front de batalha

Neste Dia Mundial da Saúde (07/04), fica o alerta em defesa de nossos profissionais da área da saúde Por Sucena Shkrada Resk* A batalha contra a Covid-19 está resultando em muitas baixas no front, em todo o mundo. No município de São Paulo, o médico socorrista Paulo Fernando, 56 anos; o enfermeiro...
30/03/2020 10:30

Parte 2: A espiral do novo coronavírus expõe a janela da fragilidade aberta no Antropoceno

Com a pandemia da Covid-19, somos obrigados a descobrir novos caminhos para a humanidade Por Sucena Shkrada Resk* Existem algumas guerras que não são estruturadas com armamentos bélicos e que são tão devastadoras quanto a estes conflitos geopolíticos que têm assolado a humanidade, como a 1ª e 2ª...
10/03/2020 10:36

Um tipo de pressão transversal de obsolescência programada ronda unidades de conservação marinha brasileiras?

Legislação do SNUC pode ser colocada em xeque, se UCs marinhas forem expostas à maior vulnerabilidade  Por Sucena Shkrada Resk* Após duas décadas da criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC - LEI 9.985/2000), o Brasil se depara hoje com a possibilidade de...
03/03/2020 16:20

Água: no eixo central nos cenários de conflito no mundo

Por Sucena Shkrada Resk* A água, apesar de ser um direito humano, tem sido menosprezada através dos séculos no planeta. Experiências que exemplificam este extremo são vivenciadas diariamente por meio de conflitos contemporâneos com relação aos recursos hídricos, cada vez mais escassos, em nações...
27/02/2020 13:22

Pela quarta vez, é prorrogado prazo de obrigatoriedade dos Planos Municipais de Saneamento no Brasil

A falta de comprometimento efetivo com a infraestrutura ainda é um desafio na esfera de mais da metade dos governos locais. Novo prazo estabelecido pelo Governo Federal é 31 de dezembro de 2022. Sucena Shkrada Resk* Cumprimento de prazos, eis um “calcanhar de aquiles” na agenda de políticas...
19/02/2020 17:02

Brasil ocupa o primeiro lugar em casos de dengue nas Américas

Cenário exige campanhas permanentes para combater criadouros do vetor Aedes aegypti Por Sucena Shkrada Resk* Quando a pauta é saúde ambiental, o Brasil tem trilhado uma linha tênue e perigosa, nos quesitos precaução, prevenção e efetividade, desde a esfera municipal à federal, quando se trata da...
14/02/2020 10:40

Antártica, 20 graus: o continente gelado emite sinal de alerta

Registro de recorde não é motivo de celebração Por Sucena Shkrada Resk* Nem sempre os recordes são sinais de celebração. O que dizer, então, sobre o registro da temperatura de 20,75 graus C na Ilha Seymour, na Antártica, no último dia 9 de fevereiro? É bom frisar – GRAUS POSITIVOS, no continente...
13/02/2020 16:09

Gafanhotos-do-deserto expõem os extremos da crise climática na África

Situação atual em vários países do continente é avaliada como sem precedentes, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) Por Sucena Shkrada Resk* A palavra “extremo” permite resumir o quadro complexo e caótico que países da África Oriental estão vivenciando desde dezembro do ano passado e que...
12/02/2020 14:28

Adaptação à Mudança do Clima: do papel à ação, uma longa distância

Reflexo de temporal em SP, nesta semana, abre uma discussão importante sobre o papel do planejamento urbano Por Sucena Shkrada Resk*  Vocês já devem ter ouvido dizer pelo menos uma vez que o Brasil é um dos países com maior arcabouço legal na área socioambiental. Isso não quer dizer,...
04/02/2020 12:41

“Eu quero minha história de volta”, diz ex-moradora de Paracatu de Baixo, MG

Desabafo ocorre sobre recordações dos impactos do rompimento de duas barragens de rejeito da Samarco Por Sucena Shkrada Resk*, em Mariana (MG) “Levaram embora nossa história, eu não me sinto feliz”. Com esta frase, M.C.S., 45 anos, antiga moradora da comunidade de Paracatu de Baixo, subdistrito a...
03/02/2020 11:22

Minas Gerais: um recorte sobre os abalos sísmicos e a gestão de riscos

Por Sucena Shkrada Resk* O Brasil tem na casa de 500 abalos sísmicos anualmente e pouca gente tem conhecimento disso. Minas Gerais é um dos estados que historicamente registra os maiores números de terremotos no país (a maioria entre 1 e 4 graus na Escala Richter, que vai até 10 graus), o que é um...
23/01/2020 12:18

Saúde ambiental: estado de alerta mundial para o coronavírus reflete um desequilíbrio ecossistêmico

Por Sucena Shkrada Resk* Maior parte dos registros de casos, até agora, se concentra na China e em outros países asiáticos A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta mundial sobre a propagação do coronavírus (2019-nCoV) e instituiu um comitê de emergência com renomados cientistas...
21/01/2020 13:12

Guerra na Síria: todo o peso da expressão “infância roubada” sobre mais de 5 milhões de crianças

Por Sucena Shkrada Resk* Este é um dos exemplos mais cruéis de obstáculos aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs), que se multiplica em outras nações no mundo Quando observamos atentamente as consequências dos oito anos e meio da devastadora Guerra na Síria, alguns dos pontos mais...
17/01/2020 13:45

Ana Maria Primavesi: a pioneira semeadora da Agroecologia

Por Sucena Shkrada Resk* A construção da história se tece com ícones. Quando se trata da Agroecologia, a personagem que emerge é da engenheira agrônoma e Doutora em Cultura de Solos e Nutrição Vegetal Ana Maria Primavesi, que partiu para o outro plano, aos 99 anos, no último dia 5 de janeiro,...
16/01/2020 12:49

O Piroceno chegou e agora?

Por Sucena Shkrada Resk* Os incêndios na Austrália são o alerta mais contundente do aquecimento global na atualidade Nem nos longas-metragens mais dramáticos, poderíamos imaginar o roteiro da vida real de incêndios florestais que atingem com mais intensidade até agora especialmente a Austrália,...
15/01/2020 14:59

As mudanças climáticas desenham o cenário de urgência em saúde, na próxima década

Por Sucena Shkrada Resk Inação diante da crise pode ter um preço muito alto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) A saúde pública é, em última análise, uma escolha política e a crise climática é uma crise de saúde. Esta afirmação ecoa um dos principais alertas em relatório divulgado neste...
20/10/2019 13:49

O ônus da desigualdade no Brasil

Por Sucena Shkrada Resk* Há uma máxima que deve ser respeitada: os fatos não mentem, quando se trata de analisar a desigualdade socioeconômica no Brasil, que inclui a injustiça ambiental. Os percentuais estatísticos se revelam diariamente, nos trazendo a uma realidade gritante: o país está entre os...
24/08/2019 15:16

A carência de uma visão e ação integradas panamazônicas

Artigo nº 761/Podcast 8 – Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk Por Sucena Shkrada Resk* Neste ano de 2019, a evidência de posturas de governanças isolacionistas reacende uma discussão nas entranhas sul-americanas. Vivemos décadas após décadas, a carência de uma visão e ação...
13/08/2019 16:32

#ODS_4: O incentivo à leitura forjado em bibliotecas cidadãs

Atitudes de pessoas comuns fazem a diferença em suas comunidades e municípios e são fonte de inspiração em um país no qual o analfabetismo é ainda um desafio a se superar; são exemplos na busca do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS-4), na seara da educação   Por Sucena Shkrada...
06/08/2019 14:02

Poluição do ar: um assunto transversal nos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU

Análise é feita pelo médico-patologista e pesquisador Paulo Saldiva, diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP), em entrevista especial ao Blog Cidadãos do Mundo – jornalista Sucena Shkrada Resk Por Sucena Shkrada Resk* Não é por acaso que o sistema da...

© 2020 Todos os direitos reservados.

Blog Cidadãos do Mundo-jornalista Sucena Shkrada Resk