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Versão em português dá dicas de 50 livros sobre sustentabilidade, por Sucena Shkrada Resk

12/03/2012 19:20

Como fazer com que a palavra sustentabilidade não caia no descrédito? Quem nunca se questionou, ao menos, uma vez, ao ouvir aos “quatro ventos” o seu uso para os mais diferentes comportamentos e ações, já que se tornou corriqueira, em propagandas, nem sempre, condizentes ao conceito? Para ajudar nessa reflexão, uma dica de leitura é a versão em português, da publicação “Os 50+Importantes Livros em Sustentabilidade, sob organização do Instituto Jatobás, pela Editora Peirópolis.

A obra original (em inglês) é uma iniciativa da University of Cambridge – Programme for Sustainability Leadership (CPSL). O lançamento da tradução ocorreu, nesta segunda-feira, no auditório da Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV), com apoio do Laboratório de Inovação, Empreendedorismo e Sustentabilidade da instituição. Nesta primeira edição, está prevista a distribuição gratuita a instituições de ensino de todo país. A obra segue também às prateleiras das livrarias.

O que chama a atenção na leitura da obra é a remissão a importantes ícones da história socioambiental, suas biografias, além da bibliografia e sites para consulta. Nas sinopses dos livros constam argumentos resumidos de suas teses, o que facilita a compreensão de um leigo. O critério de escolha destes títulos, de acordo com os organizadores, foi resultado de enquete realizada entre cerca de três mil líderes seniores representados por ex-alunos do CPSL.

Entre as obras selecionadas, estão:
- A economia da mudança climática, de Nicholas Stern;
- Canibais com garfo e faca, de John Elkington;
- Gaia, de James Lock;
- Nosso Futuro Comum (Relatório Brundtland);
- O banqueiro dos pobres, de Muhammad Yunus;
- O negócio é ser pequeno, de E.F. Schumacher
- O ponto de mutação, de Fritjof Capra;
- Primavera silenciosa, de Rachel Carson…

Em tempos de tantas dúvidas sobre o caminho do planeta, ter contato pela primeira vez ou reler esses autores possibilita, ao menos, trazer à tona novas reflexões sobre qual é o papel de cada um de nós nesse processo. O fato de terem sido escritos em décadas diferentes, desde os anos 60, também possibilita verificar mudanças e similaridades nessa linha histórica.

Mais informações no site do
Instituto Jatobás .
 

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