Rio+20: Zukang no Brasil e cidadãos na mobilização, por Sucena Shkrada Resk

05/03/2012 17:43

O principal papel da cidadania é exercê-la, senão se torna figurativa. No contexto da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20, o acompanhamento de algumas agendas e documentos também possibilita a construção de argumentos mais sólidos nas bandeiras de lutas. Afinal, é preciso saber "exatamente" com o que concordamos ou não e o porquê.

De hoje até o dia 10, Sha Zukang, secretário-geral da Rio+20, está no Brasil, participando de reuniões com o governo brasileiro. No dia 8, em especial, terá audiência com os parlamentares brasileiros, para tratar dos preparativos políticos e logísticos para a Rio+20 e as formas de propostas quanto à temática do desenvolvimento sustentável. É interessante acompanhar o desenrolar dessas pautas, observar as informações e tratativas.

Enquanto isso, nós, da sociedade civil, ainda podemos nos mobilizar para fazer a leitura do rascunho zero do documento oficial do evento, cujo nome é "O Futuro que queremos", construindo uma análise crítica e propostas sobre o mesmo. Primeiramente para a constituição do próprio repertório individual e depois para o compartilhamento de discussões coletivas.

Caso haja interesse, também é possível que cada cidadã e cidadão encaminhe suas análises à secretaria da Rio+20 (via vídeos ou fotografias de assuntos que você deseja sobre sua comunidade – ou assuntos que pensa que ainda serão parte da vida daqui a 20 anos; Vídeos ou gravações em que você contará suas ideias; Desenhos; Cartas ou curtas redações -300 palavras ou menos).

Esse é um canal da estrutura de comunicação da conferência, que pode ser acessado em
"kit de conversação" de "O Futuro que Queremos".

Para quem não tem acesso à internet, é possível encaminhar as propostas para:
Centro de Informação das Nações Unidas – UNIC Rio | Palácio Itamaraty
Av. Marechal Floriano, 196 – CEP 20080-002 | Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Ao mesmo tempo, se cada um de nós começar a se interessar mais por essa pauta, ler, fundamentar críticas (não especificamente para órgãos institucionais obviamente), mas para geração de conhecimento, tem condições de fazer inferências com a realidade que vive e com sua leitura de mundo...É um gancho interessante para explorar.

Afim de ampliar a dimensão dessa discussão, mais uma alternativa é debater as reflexões e propostas em rodas de conversas, que incluam aqueles que têm dificuldade de leitura, não acessam a internet, mas dispõem de um bem valioso: a sabedoria e experiência de vida...

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