Olhar sobre os problemas socioambientais do cotidiano - ABCDMRR, por Sucena Shkrada Resk

30/08/2012 11:22

Nada de querer começar pelo grande, mas sim do pequeno e seguir o rumo natural das coisas. Por que essa frase? Porque essa é a lógica, o primeiro passo para o reconhecimento e sensibilização sobre os problemas socioambientais. E esse preâmbulo é para falar de minha contribuição hoje para fomentar mais discussões e olhares sobre o ABCDMRR, na Agenda 21 do ABC.

A iniciativa de propor a reativação dos diálogos e ações por lá (no grupo virtual) é de Edgard Giglio, somada por novas propostas de Sandro Nicodemo. O bacana é que essa "troca de figurinhas" nasceu com as reflexões sobre a estudante de 13 anos, Isadora Faber, lá de Florianópolis...(veja também artigo aqui - Jovem estudante nos leva a muitas reflexões).

Então, resolvi incrementar minhas contribuições que já faço ao grupo, ao expandir esse exercício, que mantenho há algum tempo, dos registros do olhar sobre o cotidiano. Coloquei quatro fotos (duas em 09/2011 e mais recentes que tirei, no último dia 25), que retratam o descaso com o bem público (tanto do poder público como da sociedade), na divisa entre São Caetano do Sul e Santo André-Utinga. Vejam as imagens
na página do Facebook do Blog .

O local é uma passagem que divide o município e passa sobre o córrego Utinga e ao mesmo tempo, é uma área onde passam dutos da Transpetro (que tem regras de proteção específicas). Lá o pedestre, como eu, por experiência própria, tem dificuldade de passar por causa dos entulhos, resíduos de todos os tipos que são jogados (que atraem vetores de doenças), falta de calçamento adequado, que piora em época de chuvas...Com perigo visível de escorregar. Algo tão simples de se resolver, mas que já dura anos.

Detalhe: a alternativa mais próxima para chegar a avenida D. Pedro, que é um eixo de ligação entre os municípios, fica um pouco longe, obrigando a contornar na proximidade da Universidade de São Caetano do Sul.

Não sei ao certo como são as competências diferenciadas do poder público, da Transpetro, mas com certeza, é flagrante a ausência do entendimento do que compõe a cidadania por parte de quem joga de tudo por lá. É possível constatar que eventualmente há corte do mato no trecho, o que é um alívio, diante desses problemas. Enfim, falta de educação ambiental e fiscalização ao mesmo tempo, que no final das contas, prejudica todos as pessoas que se utilizam daquele espaço.

Outra questão é que já é possível observar que o córrego não está em boas condições. Neste trecho é aberto e em São Caetano foi coberto quase em sua maioria pela pista de caminhada. A qualidade das águas é mais um ponto a discutir...Está sendo feito regularmente controle de sua qualidade e tomadas medidas necessárias para que não piore?

Bem, esse é um ensaio do pensar e agir local, pensando também globalmente...

 

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